Ricardo Goulart

Divulgação e comentários sobre assuntos diversos que afetam nossa vida em sociedade

15

de
outubro

O JUDICIÁRIO E O BATOM NO BANHEIRO

Quando acompanhamos as decisões do Judiciário em todas as suas instâncias(existem nobres exceções), mas em especial nas cortes superiores, constatamos senhores diletantes filosofando em suas togas impecáveis compradas com salários e benefícios igualmente impecáveis, cuja objetividade passa longe da realidade das ruas. Milhares de processos acumulados pelos tribunais do país, aguardando que os misericordiosos olhos de um juiz possam analisar o seu conteúdo. Quando excluímos as férias, as greves e outras paralizações, sobra quanto tempo de dedicação ? As cortes superiores onde uma das suas inúmeras tarefas é dar a correta interpretação aos estatutos e à legislação vigentes, claudica em processo eleitoral permitindo que até um presidiário seja eleito pelo povo. Quem está errado, o ministro ou o povo? Falta cultura, formação, educação e informação ao povo, mas e ao ministro, o que falta? e aí lembrei da história do batom no banheiro feminino de uma escola pública, que dá a exata noção do que falta ao processo de educação do brasileiro, porque há excesso de informação mas escassa educação, porque discute-se demais direito e legislação, mas aplica-se muito pouco a lei.

A historinha é assim:

"Marcas de Batom no Banheiro… Numa escola pública estava ocorrendo uma situação muito comum nas escolas: uma turma de meninas de 12 anos que usava batom, todos os dias beijava o espelho para remover o excesso de batom.
O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia.
Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom…
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou
pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora.
No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram…
No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.
O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.
Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Moral da história: Há professores e há educadores…
Comunicar é sempre um desafio!
As vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos
resultados."

…E NÃO PODEMOS ESPERAR RESULTADOS DIFERENTES FAZENDO TODAS AS COISAS COMO SEMPRE FIZEMOS ….. , não é mesmo Excelências ?

2

de
outubro

VIVAS AO MINISTRO AYRES BRITTO

Como que uma compensação aos atos perturbadores do colega Gilmar Mendes, o Ministro Ayres Britto manifestou-se favorável ao VOTO FACULTATIVO:

“Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal”, disse Britto.

Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos”, ressaltou.

Na entrevista, Ayres Britto também reiterou posicionamento favorável ao financiamento público de campanha, como solução mais viável para evitar que o poderio econômico prevaleça sobre as qualidades políticas de cada candidato.

“Um dos fatores de desequilíbrio na campanha é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar enquanto não houver financiamento público”, assinalou.

Segundo o ministro, tanto o caixa um (doações recebidas e declaradas) quanto o caixa-dois (utilização de recursos não contabilizados) estimulam uma situação imprópria para o exercício dos mandatos públicos pelos candidatos.

“Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para o caixa-dois. E o caixa-dois se tornou, à margem da lei, uma práxis. Significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como um investimento, um capital empatado, que precisa de retorno, de ser remunerado”, argumentou Britto.

“Sou contra também o caixa um. O candidato já é eleito comprometido com os seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e até corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, porque tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa”, concluiu o ministro.

COMO É BOM TER UM MINISTRO NO STF QUE ESTEJA DESCOMPROMISSADO COM OS INTERESSES ESCUSOS DO CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL.

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