Ricardo Goulart

Divulgação e comentários sobre assuntos diversos que afetam nossa vida em sociedade

27

de
maio

DILMA E A DEMOCRACIA

Conforme foi publicado pelo Senador Arthur Virgílio em vários jornais do País, sob o título Dilma e Democracia,  versa a matéria que em se confirmando o ditado popular de que a mentira tem perna curta, menos de 24 horas depois de a ministra Dilma Rousseff ter declarado, no Senado, não existir nenhum dossiê, mas apenas "banco de dados", comprovou-se a sua existência e se revelou o nome do funcionário que o "vazou".

As matérias publicadas trataram mais de outro aspecto do depoimento da ministra, aquele em que ela, a seu ver, foi até mais feliz. Foi quando disse ter mentido aos ignóbeis torturadores, à época da ditadura, para salvar companheiros de luta armada. A ministra emocionou-se "e falou do seu passado de inegável bravura pessoal e ousadia política".
Mas sua luta não foi pela redemocratização. O movimento estudantil, que lutava contra a ditadura, a certa altura se dividiu. Uns, como ela, optaram pela luta armada, opção fadada ao insucesso, pois iriam enfrentar as Forças Armadas; outros preferiram a luta mais paciente, procurando mobilizar a sociedade. Aproveitaram as poucas brechas existentes no regime: MDB, OAB, CNBB e setores da imprensa. Lançaram bandeiras-de-luta factíveis como anistia, constituinte, eleições diretas, até culminar com a eleição de Tancredo Neves e José Sarney e a transição para a Democracia.
Graças a essa evolução dos fatos, Dilma é, hoje, Chefe da Casa Civil. Então, ela deve o exercício desse cargo muito mais a homens como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e tantos outros que travaram uma luta indireta e estratégica - nem por isso destituída de riscos - do que a democracia estaria a dever à luta armada preconizada por ela e seus companheiros. Aliás, é preciso que se diga que enquanto muitos arquitetavam a volta ao regime democrático, alguns outros, entre eles Dilma - sonhadores, sem ter disso plena consciência - queriam substituir uma ditadura (de direita) por outra (de esquerda).

27

de
maio

O SENADO ESTÁ EM SINTONIA COM O SENTIMENTO POPULAR

NOVA CPMF NÃO PASSARÁ! - A recriação da CPMF, seja com que nome for ou que alíquota for, não passará, advertiu, da tribuna do Senado, o líder Arthur Virgílio, referindo-se a notícias de que o governo cogitava de refazer esse imposto. "Soube, depois - disse - que o governo não tomaria a iniciativa, mas a ela não se oporia, se partisse do Congresso. Seria uma afronta ao Senado", acrescentou o senador. "Não há impedimento a que num mesmo ano legislativo se renove uma proposta de emenda constitucional, mas é questão de pudor. O governo precisa aprender a respeitar uma decisão do Senado, que interpretou o sentimento da Nação."
O senador, que comandou a vitoriosa luta contra a prorrogação da CMPF, assinalou que seu partido é contra qualquer aumento de impostos. Até porque, como ele previra, quando da votação da CPMF, o aumento registrado na arrecadação já cobriu o dinheiro que dela proviria.

23

de
maio

CPMF DE VOLTA ?

A carga tributária tornou-se o maior obstáculo ao desenvolvimento do País, por 2 fortes e inquestionáveis motivos:

1) Rouba o ânimo dos novos investimentos na atividade econômica privada;

2) Alimenta o câncer da corrupção na administração pública, nos 3 Poderes, e em todos os níveis.

O aumento oportunista e desnecessário da carga tributária poderá se tornar a mais dolorida de todas as pedras dentro do sapato de Lula, que deveria estar reduzindo gastos desnecessários com a máquina, para impulsionar a economia com atividades de infraestrutura próprias de um governo, e parar de criar atividades próprias do meio empresarial.

AFINAL, QUAL O DESTINO DE TODO O EXCESSO DE ARRECADAÇÃO?

Um governo deve oferecer boas estradas; ferrovias; portos aparelhados; sistema aeroviário confiável; justa carga tributária e burocracia mínima, segura e ágil. Tais condições asseguram boa atratividade para investimentos internos e externos.

Ao invés de exibir-se como o melhor presidente de todos os tempos, Lula deveria envergonhar-se de arrecadar como país europeu, mas oferecer serviços públicos de país africano.

19

de
maio

GOVERNO PROMOVE LEILÃO DE ARROZ

O leilão de 80 toneladas de arroz, do estoque regulador do governo, marcado para amanhã, pode estar sendo direcionado em benefício de alguns poucos e o Senado Federal pediu sua sustação, "para evitar mais um escândalo".
O Senado teria recebido as informações de um informante que atua no mercado de bolsa de mercadorias. O edital do leilão, segundo a informação, estava correto. Sexta-feira, contudo, surgiu comunicado estabelecendo que a participação seria restrita às indústrias de beneficiamento de arroz que estejam em atividade e devidamente cadastradas.
Essa medida prejudica todos os demais segmentos de mercado, como cerealistas, atacadistas, indústrias de alimentos, cooperativas, entre outras, que não tenham como atividade principal o beneficiamento de arroz. Ficou claro que o leilão ficou direcionado para uns poucos que atendem a esses pré-requisitos.

O preço do arroz para o consumidor já subiu mais de 100%, e essa "seletividade" no beneficiamento do cereal deixa no ar um indício de especulação com o estoque público.

ESTAMOS DE OLHO !

19

de
maio

AMAZÔNIA FRONTEIRA VULNERÁVEL II

DO BOLETIM DO SENADOR ARTHUR VIRGÍLO:

AUSÊNCIA DE GOVERNO NO AMAZONAS - Em discurso no Senado, Arthur Virgílio assinalou que as maravilhas que o presidente Lula proclamou em relação ao Amazonas, quando lá esteve, na semana passada, nada tem a ver com a realidade. "Basta ler - disse - o que o jornal A Crítica, de Manaus, publicou, em página inteira, no dia 13 do mês passado. Começa pela manchete: Ausência governamental - Populações esquecidas. E logo abaixo: Sem INSS, Ibama, Funai, Justiça e Bancos oficiais, interior do Amazonas é um vazio institucional."
A seguir, Arthur Virgílio citou dados do levantamento feito pelo jornal: "Somente os Correios - disse - estão presentes nos 61 municípios. Em 52, não há agência do INSS nem escritório da Funai. Em 44, não existe o Ibama. Em 54 não há agência do Banco da Amazônia. Em 57, não há agência da Caixa Econômica Federal. Em 43, não há Banco do Brasil. Em 50, não está presente o Inacra. Em 60, não há Justiça Federal. Em 57, não existe um posto da Embrapa e em 53, não há nada da Receita Federal."

E alguém ainda teve a coragem de chamar à disciplina um general do exército brasileiro que "ousou" colocar o problema a público. Afinal, a quem interessa tal desleixo com a soberania e a riqueza nacionais?

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